A MINHA PINTURA NãO VALE NADA. 27/09/2009
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Sim, é bem provável que minha pintura não tenha qualquer valor,
a não ser para quem goste e compre, pagando apenas o que seja justo. E também para os artistas que também se utilizarem desta técnica, pois no futuro, por certo, todos o farão!
(Este texto é apenas um bate papo, especialmente para Artistas e os que compram o que gostam e pelo preço justo).
Não estou interessado em subir o preço de meu trabalho, ao contrário, em baixar sempre mais. Quantidade, Qualidade e Preço (viabilidade que o povo sempre desejou).
Então veremos se o povo entende de arte ou não! Sempre apostei que sim.
Não estou atrás de nenhuma exposição em nenhum lugar, não insistam!
Não tenho valor para marchands, curadores, galerias e museus, isto é verdade!
Não estou atrás de nenhum destes ‘ditadores das artes’, sinceramente, me esqueçam!
Não faço exposição que eu não decida fazer, e não será como acham que poderia ser, simplesmente mostrar por mostrar, como sempre fizeram, não mesmo!
Por mais de 40 anos fiz a pintura tradicional, óleos sobre tela, acrílicos, técnicas mistas etc...
Porém eu não estava me dedicando apenas à pintura, ao contrário, era a engenharia que me dava o pão à mesa.
Mas eu não pintava apenas por prazer, não mesmo! Se eu vendia alguma coisa, minha produção não era muito, portanto, que esperassem...
Unia ao prazer, mas especialmente adentrava na investigação do que eu poderia fazer mais adiante, quando estivesse aposentado como agora estou.
Em 1978 eu visualizei a possibilidade da Pintura por Computador, quando fiz uma experiência através de ‘coordenadas geográficas’ em minha, digamos, arte gráfica digital, o começo...
Foram longos anos até minha primeira exposição pública em Paris em 1988, do que eu ainda chamava de pintura digital, dentro do contexto de arte digital como um todo.
Depois, minha exposição no Brasil em 1999 junto à Infraero em Curitiba, no Aeroporto Afonso Pena, onde as vendas ao público foram simplesmente fantásticas, na média de 10 telas vendidas por dia, ficando com a exposição por 30 dias e a convite da Infraero, renovei por mais um período. O dólar estava um por um com o real, talvez tivesse sido isto.
Então o importante foi perceber que se tivesse preço, o povo comprava.
No meio das minhas já ‘Pinturas por Computador’, vendi alguns óleos que restavam no acervo.
Então decidi ser o fim da minha pintura tradicional, e que só faria alguma coisa no futuro, em caso muito especial. Fechei meu atelier tradicional e está como naquele dia até hoje, com algumas telas semi-acabadas.
Então vieram de fato os Programas para desenho e pintura de fato.
Expression 3 da Microsoft para desenhos vetoriais.
PAINTER para as pinturas, na série que começou 5.5 e na seqüência 6,7,8,9 e 10.
Já são mais de cinco mil pinturas por computador desde 1978 até o momento, com mais de 200 exposições internacionais, premiações das mais diversas, reconhecimentos em algumas áreas e especialmente aparecem mais os que TORCEM O NARIZ para a tecnologia nas artes.
Nem mesmo ter exposto no Museu do Louvre mudou coisa alguma no sentido de que os ‘ditadores das artes’ no Brasil se tocassem que seu tempo já era... E a cada dia que passa, perdem tempo em não entrar na linha da tecnologia e vendas de fato, brigam por um preço muitas vezes ilusório, pois em médio prazo, nem estas obras das genialidades continuarão em leilões de ‘lavagem de dinheiro – acerto entre museus’ e estas melecas todas, raramente negócios de valor de fato.
Então aparece a Pop Art Digital de ANDY WARHOL e faz a maior venda mundial. E só ficam olhando, não sabendo por que os gênios do passado perderam sua volúpia de preços.
Aliás, praticamente todos morreram pobres nas mãos deste ‘dominadores’, que aliás, poucos deles de fato ficaram ricos com intermediação de vendas de artes.
Estou apostando, sim, que muitos Artistas percebam o valor da Pintura por Computador, os que estão tentando fazer, sabem que precisa muita tecnologia para isto, não terão produto de efeitos e filtros na Pintura, e sim, o uso de tintas, pincéis, espátulas e etc...
Também irão valorizar a Arte Digital, a Pintura Digital e outras tantas áreas que já surgiram, mas não irão confundir tais áreas com a PINTURA ACADÊMICA, CLÁSSIA e PICTÓRICA de fato, que achavam ser impossível por computador.
Muito bom saber da primeira turma da UNOPAR que teve em seu histórico de Artes Plásticas e Visuais - Multi Mídia, a disciplina de Pintura por Computador, com o arquiteto e professor Edson Jr, coordenador do Curso, da primeira Universidade do Mundo a lecionar esta técnica.
No futuro não precisaremos de nenhuma restauração, teremos a obra sempre do modo como o artista a pintou, em arquivos que poderão ser processados no futuro, em mídias interessantes e especialmente em NOVAS IMPRESSORAS que por certo serão em 3D, ou seja, terão texturas como o pintor deixou e não apenas as impressões chapadas como hoje.
Diziam os ‘Ditadores das Artes’ que não se deveria Reproduzir uma obra pois perderia o valor!
Que mentirosos!
Não houve uma só obra de um gênio do passado que não foi reproduzida aos milhares, como Monalisa aos milhões pelo mundo todo, em cada escola, em cada livraria etc... Se tornando a obra mais conhecida e mais valiosa do mundo – Museu do Louvre, onde a tela usada por Da Vinci está em cofres, o que aparece em exposição é uma Reprodução Giclee, a mesma técnica de impressão que já usamos há mais de dez anos na Pintura por Computador, como também na Arte Digital de modo geral, aos que conheceram esta técnica.
E quem não entender isto hoje, pagará o preço amanhã!
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